Irmão do papa Leão XIV também luta contra um câncer; pais do pontífice morreram da doença

Por G1
O papa Leão XIV - Vatican Media
O papa Leão XIV - Vatican Media

O irmão mais velho do papa Leão XIV, Louis Prevost, também luta um câncer. Aos 74 anos, ele está internado na Flórida, nos Estados Unidos, para tratar a doença.

Louis Prevost revelou nesta quarta-feira à mídia dos EUA que ele tem um mieloma múltiplo descoberto em 2017.

O pontífice foi diagnosticado com câncer de pulmão na terça-feira (13), após uma cirurgia em que retirou uma parte do pulmão direito. Leão XIV se recupera no hospital Gemelli, em Roma, e passou uma noite tranquila após o procedimento cirúrgico, disse nesta quarta-feira (14) o Vaticano.

A luta contra o câncer também afetou os pais dos irmãos Prevost. Em entrevista ao "National Catholic Reporter", John Prevost, o outro irmão do papa, contou que a mãe deles, Mildred, morreu em decorrência da doença.

Segundo ele, os médicos inicialmente estimaram que ela teria seis meses de vida, mas Mildred sobreviveu por mais seis a oito anos após receber um medicamento experimental.

O pai de Leão XIV também morreu de câncer, cerca de sete anos depois da morte de Mildred, segundo John. Os tipos de câncer que causaram a morte dos pais do papa não foram informados. Também não há informações públicas que estabeleçam uma relação hereditária entre os casos.

Louis apoia o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e reconheceu em entrevista ao jornal italiano "Corriere della Sera" ter divergências políticas com o irmão, inclusive sobre imigração. Apesar das diferenças, os irmãos mantêm contato. O terceiro irmão, John, mora em Chicago.

Papa tem parte do pulmão removido

A equipe médica que operou o Papa Leão XIV optou por remover todo o lobo inferior do órgão, segundo o boletim médico divulgado pelo Vaticano.

A cirurgia durou cerca de 90 minutos, foi concluída com sucesso e não teve complicações. Leão XIV acordou normalmente e voltou ao quarto do hospital, onde se recupera.

Segundo a nota assinada pelo médico Luigi Carbone e pelo professor Stefano Margaritora, os exames realizados antes da cirurgia já apontavam para o diagnóstico de câncer.


FONTE: G1
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