O homem preso nesta terça-feira (6), suspeito de envolvimento no desaparecimento de Gleice de Assis Ferreira, de 22 anos, também teria participado da morte do irmão da mulher, em junho do ano passado. A informação foi divulgada pelo delegado João Marcelo, em entrevista à TV Pajuçara.
O suspeito é ex-companheiro de Gleice, que está desaparecida desde o dia 30 de setembro, quando foi levada à força por suspeitos encapuzados no Conjunto Caetés, no bairro Benedito Bentes, em Maceió.
De acordo com a Polícia Civil, Gleice chegou a ser expulsa da região onde morava após a morte do irmão. As investigações apontam que ele tinha inimizades com facções que atuam na localidade e era considerado “bastante odiado” pelo grupo criminoso.
Mesmo após a mudança para o Parque dos Caetés, a mulher teria continuado recebendo alertas sobre os riscos de permanecer na região.
A polícia também revelou que a atual companheira do suspeito tinha histórico de desavenças com Gleice.
Suspeito deixou a região após desaparecimento de Gleice
Ainda segundo o delegado, o homem morava na região do Planalto, no Benedito Bentes, e foi para a casa de um parente na Grota do Rafael, no Jacintinho, após o desaparecimento de Gleice.
A Polícia Civil investiga se ele teria atuado como executor ou mandante do crime.
Segundo João Marcelo, o homem nega envolvimento no desaparecimento, mas teria entrado em contradição durante os depoimentos.
“Ele entra em contradições quando fala que não tinha contato com a vítima ou pessoas ligadas a ela. Mês passado, em setembro, ele chegou a perseguir pessoas ligadas à vítima”, afirmou o delegado, em entrevista à TV Pajuçara.
Polícia passou a investigar hipótese de homicídio
Inicialmente, a Polícia Civil trabalhava com a hipótese de sequestro. No entanto, segundo o delegado João Marcelo, a ausência de contato com a família, pedido de resgate ou qualquer outra característica comum a esse tipo de crime fez a investigação avançar para a hipótese de homicídio e ocultação de cadáver.
“Não houve contato com a família, pedido de resgate ou qualquer outra situação que aponte para sequestro. Trabalhamos com a hipótese de homicídio e ocultação de cadáver”, afirmou o delegado, em entrevista à TV Pajuçara.
A Polícia Civil, porém, não descarta a possibilidade de Gleice ainda estar viva.