O deputado federal Alfredo Gaspar, apontado como nome da família Bolsonaro para disputar o Governo de Alagoas e recém-alçado à presidência do PL no estado, tornou-se o centro de uma grave crise política nesta sexta-feira (27), após denúncia protocolada na Polícia Federal envolvendo suspeita de estupro de vulnerável.
O caso veio à tona durante um dia já tenso na CPMI do INSS, onde Gaspar atua como relator. Durante a leitura do relatório final, que pede o indiciamento de 218 pessoas, incluindo Lulinha, o clima escalou para confronto direto com o deputado Lindbergh Farias.
A tensão explodiu quando Lindbergh chamou Gaspar de “estuprador” em plenário. Em resposta, o parlamentar alagoano reagiu com ataques, chamando o petista de “criminoso” e “corrupto”.
Horas depois, em entrevista coletiva, Gaspar elevou o tom e passou a desferir novos ataques, classificando Lindbergh como “drogado”, “ladrão” e “cafetão”, além de anunciar que irá acioná-lo no Conselho de Ética da Câmara.
No fim da tarde, Lindbergh, ao lado da senadora Soraya Thronicke, protocolou uma notícia de fato na Polícia Federal, solicitando investigação urgente.
O documento aponta suspeita de estupro de vulnerável contra uma adolescente de 13 anos, com possível gravidez decorrente do crime. Segundo os parlamentares, há indícios de tentativa de ocultação dos fatos, incluindo uma suposta negociação de R$ 470 mil para silenciar o caso.
Os autores do pedido solicitaram:
À noite, após concluir a leitura do relatório da CPMI, Gaspar apresentou sua versão dos fatos.
Segundo ele, o episódio existe, mas não tem relação com sua conduta, envolvendo um primo de mesmo nome em Alagoas. O deputado exibiu um exame de DNA que, segundo afirma, comprova não ser pai da criança mencionada.
Gaspar também apresentou um vídeo de uma jovem de 21 anos — supostamente ligada ao caso — confirmando que sua paternidade seria atribuída ao primo.
“Graças a Deus não tenho filho fora do casamento, não tenho amante”, declarou o parlamentar.
O episódio atinge diretamente o cenário político alagoano, já que Gaspar:
A crise pode gerar desdobramentos tanto na esfera criminal quanto política, especialmente em um momento de articulação eleitoral no estado.
Apesar do embate e da denúncia, a CPMI do INSS continuou reunida durante a noite desta sexta-feira, com debates sobre o relatório final apresentado por Gaspar.