Thallysson Alves / Ascom Sesau
A dona de casa Selma Moreira dos Santos, de 53 anos, passou por um grande susto no último dia 8 de março. Ela estava em casa com sua família, na zona rural de Rio Largo, quando, de repente, se sentiu muito cansada. Ao sentar no sofá, ela pediu ajuda a sua nora, que a levou para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e, em seguida, foi transferida ao Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, onde teve sua vida salva e está em atendimento na Unidade de Dor Torácica (UDT).
Há alguns anos, a dona de casa conta que já precisou do HGE para atendê-la. Ela carregava um balde na cabeça e, ao retirá-lo, atingiu a sua barriga após bater em um cano. A queda foi grave e, desde então, passou a ter dificuldade para caminhar. Além disso, as consequências do cigarro e da bebida alcoólica que consumia na juventude começaram a surgir, como o desenvolvimento da diabetes.
“Não tenho costume de ir ao médico. Sei que tenho diabetes e tomo remédio para controlá-la. Mas faz muito tempo que não vou ao médico. Mesmo de um tempo para cá me sentindo fraca, fiquei até acamada. Comecei a ter tonturas, dores de cabeça, dificuldade para respirar, então o meu marido, preocupado, me proibiu de andar sozinha na rua”, relatou Selma, que tem dois filhos.
Após a realização de uma bateria de exames, a equipe médica do HGE identificou uma Insuficiência Cardíaca Congestiva, condição em que o coração não consegue bombear sangue suficiente para o corpo. Isso pode levar ao acúmulo de líquidos nos pulmões, pernas e outros tecidos.
São fatores de risco a hipertensão, diabetes, tabagismo, obesidade, sedentarismo, histórico familiar de doenças cardíacas, consumo excessivo de álcool, doenças autoimunes, infecções virais e exposição a substâncias tóxicas.
“O tratamento da doença é personalizado às necessidades do paciente. No caso da dona Selma, nós estamos monitorando tudo por meio da repetição de exames, como eletrocardiograma e ecocardiograma, exames laboratoriais e observação dos sinais vitais. Ela está medicada. Por enquanto, o nosso apelo é para que reduza o estresse e, quando voltar para casa, evite grandes esforços, tome os remédios e mantenha uma dieta equilibrada”, informou o cardiologista do HGE, Alex Vieira.
A volta para casa é uma grande expectativa para Selma, pois, com os cuidados qualificados que diz estar tendo, em breve será uma realidade. Quando isso acontecer, já estará no seu planejamento viajar a Juazeiro do Norte (CE) para pagar uma promessa que estará pendente. No seu imaginário, será um dia de muita emoção e o seu coração estará batendo de alegria.
“Lá também não esquecerei de agradecer a todos os médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, assistentes sociais, psicólogos, nutricionistas e todas as pessoas que durante esse período cuidaram tão bem de mim. Aqui eu não me preocupo com nada, não falta nada. Em primeiro lugar está a saúde da gente. Isso é muito bom”, concluiu a paciente do HGE.