06/12/2022 às 11h50min - Atualizada em 06/12/2022 às 11h50min

Operação cumpre mandados contra sonegação fiscal de R$ 44 mi em AL

Nesta primeira fase da ação, estão envolvidas 11 empresas e 10 pessoas físicas, além de laranjas e testas de ferro

Alagoas Atenta com Agência de Notícias
Operação cumpre 21 mandados de busca e apreensão - Foto: MPE

Além disso, estão na mira da sonegação fiscal os seus representantes, identificados como Bruno Carvalho França e Vagner da Silva (tidos como os chefes), Charline Leandro da Silva, João Marques dos Santos, Romilda Francisco dos Santos, Lidiany Gonçalves dos Santos Vieira, Juarez Teixeira de Albuquerque (que atuam em Maceió e Arapiraca), Mario Alessandro Barbosa (em Maceió e Marechal Deodoro), Aelton Joaquim de Santana (Arapiraca) e Iara Maria da Silva (Marechal Deodoro).

Vale evidenciar que, pelo menos, um dos envolvidos já teria sido condenado por roubo de cargas.

Ao todo, o Gaesf cumpre 21 mandados de busca e apreensão em Flexeiras, Maceió, Marechal Deodoro e Palmeira dos Índios.

Tornozeleiras

Da Orcrim, passarão a ser monitorados, por meio do uso de tornozeleiras eletrônicas - uma das formas de punição imposta pela 17ª Vara Criminal da Capital - Bruno Carvalho França, Charline Leandro da Silva, João Marques dos Santos, Romilda Francisco dos Santos, Vagner da Silva, Juarez Teixeira de Albuquerque, Mário Alessandro Barbosa e Iara Maria da Silva.

Pelo que foi investigado, até o momento, supõe-se que a ORCRIM movimentou, fraudulentamente, mais de R$ 44 milhões, tendo praticado, em tese, os crimes de Organização Criminosa, Falsidade Ideológica e Lavagem de Bens, dentre outras fraudes; porém, as diligências terão continuidade visando comprovar o envolvimento de outras empresas e pessoas físicas que poderiam ter participação na pulverização dos ativos ilícitos. A Sefaz/AL continua apurando o prejuízo total causado pela Orcrim ao Estado de Alagoas.

Operacionalidade

Para garantir total eficácia, a operação, coordenada pelo Gaesf, contou com a participação da Secretaria da Fazenda (Sefaz/AL), da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), da Secretaria de Segurança Púbica (SSP/AL), das Polícias Civil (PC) e Militar (PM), da Secretaria de Ressocialização e Inclusão social (Seris) com a Polícia Penal e, também, com a Polícia Científica por meio dos trabalhos dos peritos do Instituto de Criminalística (IC), todos de Alagoas.

Todos os detalhes serão compartilhados com a Receita Federal e Secretarias da Fazenda de Alagoas e São Paulo para apurações administrativas e, se for o caso, para os fins da Lei 12.846/13, que trata da responsabilização administrativa e civil de pessoas jurídicas (empresas) pela prática de atos de corrupção contra a administração pública.

Nome da operação

"Beco Diagonal" refere-se uma rua comercial com diversas lojas e estabelecimentos do mundo mágico (e imaginário) que aparece no clássico de Harry Potter e que, na presente operação, se associa às fraudes tributárias e outros crimes.

 
 

Operação contra empresários suspeitos de sonegação milionária - Foto: MPE

 
 

Operação contra empresários suspeitos de sonegação milionária - Foto: MPE

 
 

Operação contra empresários suspeitos de sonegação milionária - Foto: MPE

 
 

Operação contra empresários suspeitos de sonegação milionária - Foto: MPE


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