Por Matheus Klinger
Um acordo político de grandes proporções começa a ganhar corpo em Alagoas e promete redesenhar o tabuleiro de poder para os próximos anos. Informações de bastidores dão conta de que as principais lideranças do Estado costuraram um entendimento capaz de selar alianças históricas e garantir estabilidade no cenário eleitoral.
De acordo com fontes próximas às negociações, o acerto prevê:
• Renan Filho de volta ao comando do Executivo estadual como governador;
• Fernando Farias, empresário de peso no setor sucroalcooleiro, como vice-governador;
• Renan Calheiros, o decano da política alagoana, assegurando sua cadeira no Senado;
• JHC (João Henrique Caldas), atual prefeito de Maceió, também garantido como senador;
• Adélia Maria, irmã do deputado Marcelo Victor, assumindo uma vaga de senadora por 4 anos.
Um pacto que surpreende
O acordo surpreende por reunir, em uma mesma mesa, forças que historicamente estiveram em polos opostos. A aliança entre Renan Calheiros e JHC, por exemplo, até pouco tempo atrás parecia improvável. Porém, segundo analistas, o que está em jogo é a busca por um equilíbrio de forças que evite fragmentação política e fortaleça Alagoas no cenário nacional.
O peso de Marcelo Victor
Outro ponto-chave é a entrada de Adélia Maria, irmã do deputado estadual Marcelo Victor, nome conhecido pela sua habilidade de articulação nos bastidores da Assembleia Legislativa. A indicação dela ao Senado sela a participação direta da família Victor nesse novo pacto de poder.
Reações
Nos bastidores, já há quem critique o acordo, classificando-o como uma “blindagem das velhas oligarquias”. Outros, porém, enxergam a movimentação como uma forma pragmática de manter a governabilidade e evitar crises institucionais.
O que vem pela frente
Caso se confirme, o “acordão de Alagoas” será um dos maiores arranjos políticos já vistos no Estado, reunindo em um só bloco nomes com força eleitoral, experiência de governo e controle estratégico sobre diferentes esferas de poder.
O governador Paulo Dantas(MDB) deverá ocupar um ministério no próximo mandato do presidente Lula.