O cãozinho Tom, que foi resgatado após ser filmado sendo forçado a inalar fumaça de entorpecente pela ex-tutora, foi adotado e ganhou um novo lar nesta terça-feira, 18.
Ele foi acolhido por Mica e suas duas filhas, Vitória e Antonelli, que ficaram bastante emocionadas com a chegada no novo membro da família.
Segundo o deputado estadual e delegado Leonam Pinheiro, após o resgate da casa da antiga tutora, o animal passou por banho, tosa e cuidados necessários para se posto para adoção.
“Recebemos inúmeros pedidos para adotar o Tom, mas graças a Deus encontramos um lar para ele. Estamos aqui com a Mica, com a Vitória e com a Antonelli, que vão dar um novo lar e uma nova vida para ele. Tenho certeza que vai ser muito bem cuidado. Ele já está com banho, com tosa, medicado e a partir de agora vai ter uma nova vida”, disse o parlamentar.
Na semana passada, o vídeo, no qual uma mulher aparece sobrando fumaça de maconha na boca do cão, repercurtiu nas redes sociais, e o caso passou a ser investigado pela Polícia Civil de Alagoas.
Devido a denúncia de maus-tratos, oficializada pelo deputado estadual e delegado Leonam Pinheiro, o cão foi resgatado e a mulher intimada a prestar depoimento.
Na segunda-feira, 17, ela esteve na Delegacia de de Crimes Ambientais, acompanhada do advogado Janor Ferreira, para ser ouvida pelo delegado Robervaldo Davino.
Em depoimento, a ex-tutora de Tom contou que o vídeo foi gravado há cinco anos quando passava por questões psicológicas devido a um processo de separação. No entanto, veio à tona apenas na última semana após ser postado por um primo da acusado.
“Este vídeo é de 2020 quando ela estava passando por questões em seu casamento. Aí foi publicado na semana passada por seu primo, o qual trouxe uma surpresa para minha cliente. Este cachorro, na época, era do casal e depois de três dias de ter gravado o vídeo, ela doou para sua mãe e foi fazer o tratamento psíquico que se gerou por conta da separação. Desde 2020, o cão estava com a mãe dela”, informou o advogado em entrevista à TV Pajuçara.
Após ser ouvida, a mulher foi liberada. No entanto, ela continua respondendo por maus-tratos a animais. O delegado Robervaldo Davino informou que mesmo que o crime tenha sido cometido em 2020 não prescreve uma vez que pena pode ser de dois a cinco anos de reclusão. Como o caso aconteceu no Povoado Barra Nova, em Marechal Deodoro, o inquérito será remetido ao 17º Distrito Policial, que dará continuidade as investigações.