28/05/2024 às 10h15min - Atualizada em 28/05/2024 às 10h15min

Alagoas inicia Campanha de Vacinação Contra Poliomielite para crianças

Vacina deve ser tomada mesmo que as crianças já tenham completado o esquema de doses contra a doença

Governo de Alagoas
A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, que ocorre até o dia 14 de junho, está disponibilizando o imunizante oral VOP
Ruana Padilha / Ascom Sesau
 

Alagoas iniciou, nesta segunda-feira (27), a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, que ocorre até o próximo dia 14 de junho e que se destina a imunizar 279.513 crianças na faixa etária de 1 ano a menores de 5 anos de idade. Os pais ou responsáveis devem procurar um dos postos de vacinação espalhados pelos 102 municípios do estado para assegurar a vacinação de seus filhos, mesmo que as crianças já tenham completado o esquema de doses contra a doença.

 

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) também faz o alerta para que os pais ou responsáveis de crianças menores de um ano de idade, compareçam ao posto de vacinação mais próximo, para avaliar a situação vacinal de suas crianças. Neste momento, as crianças que tenham doses em atraso terão sua situação atualizada com a Vacina Inativada contra a Poliomielite (VIP), ou seja, será mais uma oportunidade para regularização do esquema de vacinação.

 

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite visa imunizar 95% das crianças com a vacina oral VOP e ampliar a cobertura do Estado. Para as crianças receberem a dose, é necessário ter tomado as três doses da vacina inativada poliomielite (VIP), do esquema básico de vacinação. Já as crianças menores de 1 ano de idade deverão ser vacinadas com a VIP (injetável).

Por meio da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, o Ministério da Saúde (MS) e a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), em parceria com as 102 Secretarias Municipais de Saúde (SMSs), tem o objetivo de conter o risco de reintrodução do poliovírus. Para isso, é necessário alcançar alta e homogênea cobertura vacinal, uma vez que, em 2023, a Comissão Regional para a Certificação da Erradicação da Poliomielite na Região das Américas (RCC) classificou o Brasil como País com alto risco para a reintrodução do poliovírus selvagem.

 

A poliomielite é uma doença contagiosa causada por um vírus que vive no intestino e que pode infectar adultos e crianças. A transmissão se dá pelo contato direto com as fezes ou secreções eliminadas pelo corpo. A doença causa paralisia, e nos casos mais graves atinge os membros inferiores como paralisia de uma das pernas, pé torto, dores nas articulações e atinge também outros músculos que podem prejudicar a fala e a deglutição.

O secretário de Estado da Saúde, Gustavo Pontes de Miranda, ressalta a importância de os pais e responsáveis estarem atentos ao período de execução da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, visando levar as crianças para serem vacinadas. “É essencial que levem as crianças mesmo que acreditem estar com o esquema vacinal completo, pois os profissionais de saúde irão fazer uma checagem para saber quais vacinas são necessárias e também conferir se as vacinas estão em dia”, destacou o gestor da saúde estadual.

 

Histórico

 

O último caso detectado no Brasil ocorreu em 1989, no município de Souza, na Paraíba (PB). Com isso, desde 1990, portanto, há 34 anos, não são registrados casos da poliomielite em território brasileiro. Em 1994, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), a Certificação de área livre de circulação da Poliomielite, assim como os demais países das Américas.


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