O cachorro comunitário Orelha, de aproximadamente 10 anos, morto após ser brutalmente agredido na Praia Brava, no Norte de Florianópolis, está sendo lembrado pelos moradores como um animal dócil, brincalhão e muito querido por todos. Segundo a médica veterinária Fernanda Oliveira, que acompanhava o cão, Orelha fazia parte da rotina da comunidade e era tratado com muito carinho.
A Polícia Civil já identificou pelo menos quatro adolescentes suspeitos de envolvimento no caso e, nesta quarta-feira (28), cumpre mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados.
Orelha era considerado um verdadeiro mascote da Praia Brava. A região possui três casinhas destinadas aos animais comunitários, e o cachorro convivia diariamente com moradores e outros cães do bairro, sendo símbolo de afeto e cuidado coletivo.
O animal foi encontrado no dia 15 de janeiro, agonizando, por moradores que rapidamente o levaram a uma clínica veterinária. Infelizmente, devido à gravidade dos ferimentos, foi necessária a realização da eutanásia.
O caso gerou comoção e revolta, reforçando a importância da proteção aos animais e da responsabilização dos envolvidos em atos de crueldade.
A morte de Orelha causou profunda indignação e revolta entre os moradores e amantes dos animais. Para a comunidade, é inadmissível que atos de crueldade sejam cometidos contra um ser indefeso, que nunca representou ameaça e apenas oferecia carinho e convivência pacífica. A violência contra animais reflete a falta de empatia e humanidade, e não pode ser tratada como algo banal.
Orelha simbolizava o cuidado coletivo e o respeito à vida, e sua perda deixa um vazio e um alerta: é preciso denunciar, cobrar justiça e fortalecer a proteção aos animais. Maltratar um animal é um crime e uma demonstração de covardia, principalmente quando se trata de um ser dócil, vulnerável e incapaz de se defender.