Mais de duas mil estudantes participam da Olimpíada Quimeninas em Alagoas

Pela Rede Estadual, 362 alunas de 19 escolas se submeteram à prova, que busca empoderar jovens estudantes e ampliar a presença feminina nas áreas de ciências da natureza

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Olimpíada foi aplicada em todo o estado

Ana Paula Lins e Yasmin Henrique
 

Duas mil e noventa e cinco estudantes alagoanas participaram da edição 2025 da Olimpíada Quimeninas — a Olimpíada Feminina de Química do Programa Nacional de Olimpíadas de Química (PNOQ). A iniciativa visa incentivar e empoderar meninas no estudo da Química, promovendo a igualdade de gênero nas ciências e despertando o interesse das jovens por carreiras científicas. Pela Rede Estadual, 362 alunas de 19 escolas se submeteram às provas que foram aplicadas nos dias 25 e 26 de setembro.

 

Criado para ser um espaço de estímulo e formação, o programa é exclusivo para alunas do ensino médio que desejam se preparar para olimpíadas científicas e aprofundar seus conhecimentos na disciplina. A proposta é promover igualdade de gênero na ciência, oferecendo às participantes atividades que vão muito além das aulas tradicionais.

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Entre as ações do programa estão aulas preparatórias, simulados, palestras com pesquisadoras, mentorias individuais e projetos práticos, que aproximam as estudantes do universo científico. Além disso, as meninas têm acesso a oportunidades de bolsas, programas de extensão e contatos com redes de apoio que fortalecem sua trajetória acadêmica.

 

“A Quimeninas é muito mais que uma competição: é um movimento de empoderamento, visibilidade e incentivo à participação das meninas nas ciências, não somente na Química. Em 2025, o público participante se manteve em números totais o mesmo do ano passado — mesmo assim, é um sinal de engajamento — onde esperamos que fortaleça e inspire futuras cientistas e mostrar que a Química é, sim, um campo para todas. Cada menina que participa está reescrevendo narrativas, quebrando barreiras e construindo um futuro onde a ciência é feita por quem tem paixão — independentemente do gênero”, frisa o coordenador da olimpíada em Alagoas, professor Demetrius Morilla, do Instituto Federal de Alagoas (Ifal).

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Impacto nas alunas

 

A Escola Estadual Moreira e Silva, no Cepa, foi uma das instituições que participaram da olimpíada, com 35 alunas inscritas. Durante a aplicação das provas, alunas da 1ª série do ensino médio destacaram a relevância da experiência. Maria Gabriela dos Santos, por exemplo, contou que decidiu participar por acreditar na importância de ampliar a presença feminina na Química.

 

“Achei interessante e decidi fazer porque poucas meninas participam. Acho que é um bom jeito de aprender química e treinar, porque quando a gente se prepara, a gente aprende melhor”, explicou.

 

Já Cecyllia Santana ressaltou que a iniciativa trouxe conteúdos que não são vistos diariamente em sala de aula: “Achei interessante porque teve assuntos novos e é muito bom poder realizar a prova. A Quimeninas é um tipo de experiência que incentiva as meninas na área das ciências, e isso faz toda a diferença”.

 

Por outro lado, a estudante Ana Clara Calixto Borges destacou o caráter desafiador da prova: “Gostei bastante. A Quimeninas incentiva as meninas a estudarem mais e apresenta questões que vão além do nível básico, com conteúdos mais avançados do que costumamos ver na escola. É realmente uma forma de testar nossa capacidade”.

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Professor das três, Jonathan Augusto da Silva fala que a Quimeninas rompe com estereótipos de que as carreiras das exatas e das ciências da natureza não são para o público feminino, promovendo o despertar e descoberta de talentos na área.

 

“A Quimeninas foi criada exatamente para quebrar essa barreira. Ao apresentar a competição como uma olimpíada pensada para incentivar e dar protagonismo às meninas na ciência, mesmo alunas inicialmente resistentes à ideia de competir nesta área se sentiram mais motivadas e acolhidas. O resultado prático é visível, pois o número de inscritas para a Quimeninas em nossa escola superou o de participantes que conseguimos para a etapa estadual da Olimpíada Brasileira de Química este ano. Esse engajamento é uma prova concreta de que o interesse existe e floresce quando há o incentivo correto e um espaço seguro. E o resultado esperado vai além de medalhas: a Quimeninas é uma ferramenta poderosa de empoderamento. Nossas estudantes já são extremamente capazes e brilhantes; o que essa olimpíada faz é oferecer um espaço”, avalia Jonathan.

 

A Olimpíada

 

O Quimeninas é realizado em parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade Federal do Piauí (UFPI) e Associação Brasileira de Química (ABQ). Conta ainda com o apoio de importantes instituições como CNPq, CFQ, ABICLOR, ABIQUIM, MEC e MCTIC, além do envolvimento de institutos de ensino superior de todo o país.

FONTE: Governo de Alagoas